#ShowDeHorroresSuma é o nome
Para comemorar o Halloween,
a editora Suma fez um concurso de microcontos de terror no Twitter. Só a ideia de participar
já me assustava.
Todos aqueles pensamentos sabotadores me dominavam.
“Mas será que eu participo? Nem sou boa o suficiente. Vão rir de mim e do meu conto. Vai ser uma porcaria”. Coisas do tipo me martelavam a minha cabeça.
Eu amo escrever. Mas a ideia de alguém ler o que eu escrevo, me aterroriza.
Um pouco contraditório, eu sei. Tenho um blog público e tem gente que lê, mas é esse o sentimento.
Todos aqueles pensamentos sabotadores me dominavam.
“Mas será que eu participo? Nem sou boa o suficiente. Vão rir de mim e do meu conto. Vai ser uma porcaria”. Coisas do tipo me martelavam a minha cabeça.
Eu amo escrever. Mas a ideia de alguém ler o que eu escrevo, me aterroriza.
Um pouco contraditório, eu sei. Tenho um blog público e tem gente que lê, mas é esse o sentimento.
Lutei contra a autossabotagem,
e me arrisquei. Participei e escrevi 5 contos.
Não ganhei. Mas a experiência de participar foi incrível. Colocar pra fora algo que você criou. Foi divertido. E por isso, quero compartilhar meus contos aqui.
A regra era máximo de
560 caracteres e o conto ser inédito.
Não ganhei. Mas a experiência de participar foi incrível. Colocar pra fora algo que você criou. Foi divertido. E por isso, quero compartilhar meus contos aqui.
Eu não conseguia engravidar
Fiz muita simpatia e mandingas, até que vingou
Mas a gravidez me torturou
Eu sentia dores infernais pelo corpo e não dormia mais
Na hora do parto, nasceu um, depois outro, e muitos outros. Saiam como vermes
Foi o preço pelo pacto.
Conto 2:
Aquela sombra no meu quarto me acompanha desde que sou criança
Ela nunca tinha falado nada, mas eu ouvia sua respiração ofegante e sentia seu cheiro adocicado
Hoje ela sentou no pé
da minha cama, com a mão gelada pegou na minha perna e sussurrou:
- Finalmente
Aquela sombra no meu quarto me acompanha desde que sou criança
Ela nunca tinha falado nada, mas eu ouvia sua respiração ofegante e sentia seu cheiro adocicado
- Finalmente
Conto 3:
Ela havia falado a verdade pra sua mãe porque se lembrava da história toda.
Mas toda lembrança é como uma ficção e ela tinha medo de ter prejudicado o tio, quando contou sobre o Natal de 98, do papai noel que tinha sangue nas mãos e um corpo no saco vermelho.
Ela havia falado a verdade pra sua mãe porque se lembrava da história toda.
Mas toda lembrança é como uma ficção e ela tinha medo de ter prejudicado o tio, quando contou sobre o Natal de 98, do papai noel que tinha sangue nas mãos e um corpo no saco vermelho.
Conto 4:
Acordei suando.
Sonhei que fui enterrada viva.
Me dá um alívio acordar.
Mas eu ainda estou suando. O calor ao redor está aumentando.
O desespero me domina. Percebo que estou presa em um caixão, dentro do crematório.
Morri cremada.
Acordei suando.
Sonhei que fui enterrada viva.
Me dá um alívio acordar.
Mas eu ainda estou suando. O calor ao redor está aumentando.
O desespero me domina. Percebo que estou presa em um caixão, dentro do crematório.
Morri cremada.
Ela parecia desolada,
sentada na mesa bebendo sozinha.
Aqui no meu bar, já vi
de tudo, mas nunca uma pessoa que parecia desabitada, vazia.
Já na 4ª dose de whisky, ela quebra o copo. Tudo foi tão rápido.
Com o caco na mão, ela abre um corte fundo no pulso esquerdo, seu sangue espirra e ela cai, já sem vida.
O Zé, meu cliente mais antigo, me chama:
- Ei, a morte espirrou em você.
Olho para baixo, e vejo sangue em minha roupa.
- Não, Zé. A morte dela espirra, mas em nada se apega.
Já na 4ª dose de whisky, ela quebra o copo. Tudo foi tão rápido.
Com o caco na mão, ela abre um corte fundo no pulso esquerdo, seu sangue espirra e ela cai, já sem vida.
O Zé, meu cliente mais antigo, me chama:
- Ei, a morte espirrou em você.
Olho para baixo, e vejo sangue em minha roupa.
- Não, Zé. A morte dela espirra, mas em nada se apega.
Eu não poderia estar
mais errado.
A morte dela se apegou ao bar.
Aquela moça era vazia de vida, mas cheia de morte.
Ela ainda se senta na mesma mesa, e me pede whisky todos os dias.
A morte dela se apegou ao bar.
Aquela moça era vazia de vida, mas cheia de morte.
Ela ainda se senta na mesma mesa, e me pede whisky todos os dias.
Obrigada Suma, pela
oportunidade. E até a próxima!
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