Vencedor do Pulitzer é o nome

Sempre que eu vejo um vencedor do prêmio Pulitzer, eu sinto uma vontade gigantesca de ler. Isso porque eu amei o livro “O Pintassilgo”, então minha expectativa com vencedores do prêmio são sempre altas. Já resenhei alguns aqui, como o próprio “O Pintassilgo” e “A visita cruel do tempo”. 

O último vencedor do prêmio que li foi o “A restauração das horas”, que ganhou o Pulitzer em 2010.

Achei a ideia do livro muito genial. George, um cara em seu leito de morte, delirando e tendo lembranças da vida, junto com trechos de livros, instruções de conserto de relógios, anotações aleatórias. Acredito inclusive que a parte da história do pai e do avô de George são coisas que ele “acha” que aconteceu, histórias que ele mesmo criou na cabeça. Por que o narrador diz em certo ponto que seu pai nunca contou nada sobre a vida de seu avô, logo, está tudo na cabeça de George, que delira.

O livro é confuso. Afinal, delirar no leito de morte deve ser confuso também. Mas o livro também tem
uma sensibilidade própria, te envolvendo na história.

Confesso que minha expectativa era grande. Gostei do livro, mas esperava um pouquinho mais.

Claro que eu não sei como funciona o cérebro de quem está delirando no leito de morte, com insuficiência renal, sendo envenenado pelo próprio corpo. Mas eu esperava mais delírios mesmo.

O livro é bom, recomendo. Super merecedor do prêmio, claro! Mas leia com calma, relei o que precisar, pra não se perder na história., pois são delírios. 

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