Crítica social é o nome
Vou falar de um dos assuntos do momento,
“O Poço”, da Netflix.
A Senhora Netflix mostra ao que veio mais uma vez.
Filme espanhol, com cara de fábula, com uma forte crítica social que chega a ser assustadora.
É pesado.
Há muitas teorias diferentes, de cada um
que assistiu ao filme, sobre como é ou o que é o poço.
Diferentes versões de entendimento.
Sabe “Lost”? Cada um entendeu o que quis
com aquele final?
Aqui é mais ou menos isso.
O filme é cheio de simbolismo, com céu e
inferno, passagens bíblicas.
E com a nossa estrutura socioeconômica e toda desigualdade social.
No filme, a cada mês, as duplas (companheiros de celas) acordam em um andar diferente do poço, e a única coisa que eles fazem durante o dia é esperar que a sirene toque e a plataforma com comida desça até o andar deles.
Cada andar come as sobras do de cima...
E quem está em cima mostra que pouco se importa com quem está embaixo, e come tudo o que consegue, de forma grotesca, destruindo tudo o que resta, cuspindo e até vomitando e urinando na comida que vai para baixo.
“O Poço” mostra o que já sabemos, que o ser humano é egoísta em sua essência.
Se todos se alimentassem com o que apenas foi reservado para si, haveria comida para todos.
Mostra que temos um sistema social cheio
de falhas, que também já sabemos. É aquele papo de que o rico cada vez fica
mais rico e o pobre cada vez fica mais podre (sim, parafraseando “As Meninas”).
O roteiro é uma mensagem muito forte, que
mostra o limite de um ser humano que passa fome por dias. Mostra que um dia
estamos bem, no outro não, pois como todo mês a condição muda, um novo mês um
novo andar. Mostra que tudo pode mudar, como as voltas da vida.
Com maestria sádica o filme nos dá alguns
tapas na cara como humanos, evidenciando o pior de cada um.
E ele não agrada a todos que assistem, pois é violento, sangrento, profundo (afinal, é um poço... piadinha infame), visceral, uma grande aula sobre o comportamento humano e tudo que precisamos mudar para que a sociedade seja igualitária.
Para evitar spoilers, eu paro por aqui...
Mas a grande crítica social é, se um grande banquete é servido, para chegar em todos os níveis, porque a comida acaba antes?
A Senhora Netflix mostra ao que veio mais uma vez.
Filme espanhol, com cara de fábula, com uma forte crítica social que chega a ser assustadora.
É pesado.
Diferentes versões de entendimento.
Aqui é mais ou menos isso.
E com a nossa estrutura socioeconômica e toda desigualdade social.
No filme, a cada mês, as duplas (companheiros de celas) acordam em um andar diferente do poço, e a única coisa que eles fazem durante o dia é esperar que a sirene toque e a plataforma com comida desça até o andar deles.
E quem está em cima mostra que pouco se importa com quem está embaixo, e come tudo o que consegue, de forma grotesca, destruindo tudo o que resta, cuspindo e até vomitando e urinando na comida que vai para baixo.
“O Poço” mostra o que já sabemos, que o ser humano é egoísta em sua essência.
Se todos se alimentassem com o que apenas foi reservado para si, haveria comida para todos.
E ele não agrada a todos que assistem, pois é violento, sangrento, profundo (afinal, é um poço... piadinha infame), visceral, uma grande aula sobre o comportamento humano e tudo que precisamos mudar para que a sociedade seja igualitária.
Mas a grande crítica social é, se um grande banquete é servido, para chegar em todos os níveis, porque a comida acaba antes?


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