Sebo é o nome

Queria começar o texto elucidando sobre o significado da palavra sebo, mas minha pesquisa não surtiu efeitos. Não há uma explicação boa. Há quem diga que se deve ao fato das velas utilizadas para a leitura soltar um sebo, e os livros irem ficando ensebados.
Não acho tão válida essa versão.
Então, sem dados históricos, ou de morfologias de palavras nem nada disso.
Vamos aos fatos.
Sebos são como livrarias.
Não, sebos são livrarias.
Livrarias de livros usados.
De livros lidos, ótimos, livros antigos, livros novos…
Claro, não há somente livros, tem também CD’s, revistas, vinil, etc. Mas em sua maioria estão os livros.
Ok, eu sei... não há nada como o cheirinho de livro novo…
Mas, adquirir um exemplar de um livro que já foi lido, por uma ou mais pessoas, traz uma carga de energia… imaginar a outra pessoa que leu… o que será que ela achou?
 
E o livro do sebo parece cumprir mais o propósito de um livro, que é ser lido, relido, levar o conhecimento, uma historia, aconchegar, ou causar incomodo.
Existem sebos físicos ainda hoje, e muitos on-line.
 
O Alpharrabio, conhecido na região do ABC, é um espaço lindo, aconchegante… cheio de bons livros, e um café sensacional! (http://www.alpharrabio.com.br/)
 
O Pacobello tem sua loja física em Santo André-SP, mas também presta um excelente atendimento online (https://pacobello.com.br/)
 
O Estante Virtual é um portal que reune diversos sebos, e até mesmo vendedores anônimos que querem passar seus livros pra frente (https://estantevirtual.com.br/)
 
O sebo é aquele espaço, físico ou virtual, que democratiza o acesso a leitura e ao saber, de uma forma de consumo mais consciente.
Mas, também tem quem não gosta de sebos, de livros velhos, que ataca a rinite… acontece.
 
(Foto: Arquivo pessoal - Alpharrabio 2015)

 
 
Resenha postada originalmente dia 27/01/2020 em https://www.facebook.com/radialistaeonome/posts/120819186112566

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