Stephen King é o nome (parte 4)

Estamos em plena pandemia.
Sim, epidemia real, em 2020.
Coronavírus é o nome do momento, infelizmente.
Mas em 1978, Stephen King pareceu prever algo muito similar, e muito mais catastrófico (claro) em seu livro “A Dança da Morte”.
As pessoas não tinham chances de cura.
Ou a pessoa era imune, ou pegou, morreu.
Trata-se de uma epidemia de uma super gripe, conhecida como Capitão Viajante que quase dizimou a humanidade.
 
O livro é quase uma trilogia dentro do mesmo livro.
A história é contada por partes.
A epidemia e as reações pelo país (no caso, os EUA).
O movimento dos sobreviventes num cenário pós apocalíptico.
A luta entre o bem e o mal.
Essa última parte mostra que todo ser humano tem o bem e o mal dentro de si, e em momentos de caos pode parecer ainda mais difícil escolher, mas cabe a cada um de nós encolher um lado, sempre.
 
Como em toda obra de King, todo personagem é muito bem construído.
Todos têm a sua história.
A trama é bem amarrada, e tem uma ambientação incrível.
Afinal, temos quase 1250 páginas pra isso tudo acontecer.
Esse número de páginas nos dá uma sensação de sentir aquilo que os personagens sentiam, o passar do tempo, o cansaço, a angústia por não saber o que vem depois.
 
Em breve teremos uma série baseada no livro.
Não vi mais notícias sobre, acredito que as gravações foram paralisadas antes do término.
A série terá 10 episódios e será transmitida pela plataforma streaming da CBS All Access.
Gostei bastante do livro, e acredito que a série, que terá um final diferente escrito pelo próprio Stephen King, tem tudo pra ser sensacional.
Ansiosa pra assistir.
 
Apenas como um parêntese, eu li esse livre em junho de 2019.
Me assustou um pouco na época, pensar que algo assim poderia ser real.
Lembro que cheguei a me assustar quando uma pessoa espirou ao meu lado no ônibus.
Achei que estava ficando meio paranoica com o livro… admito, eu me envolvo mesmo.
E agora, em menos de um ano, algo real, e parecido, aconteceu.
Fui procurar por resenhas antigas para ver o que as pessoas sentiram na época.
E li algumas pessoas dizendo que não sentiram medo quando leram.
Será que agora sentem algum medo fazendo a comparação ficção e realidade?
 
Boa quarentena pra todos que podem ficam em casa.
E boa sorte pra todos que estão na luta nas ruas.
Juntos, a gente sai dessa!



 
Resenha postada originalmente dia 24/03/2020 em https://www.facebook.com/radialistaeonome/posts/139456097582208

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